Vila de Visconde de Mauá

No Alto da Serra, a 1300m de altitude, você avista a primeira Vila margeando o Rio Preto e se pergunta se está Sonhando.

Imagine quando você conhecer o conforto das pousadas, o charme das lojinhas e a hospitalidade dos moradores.

Chegando à vila de Visconde de Mauá, o encanto se completa. Você vai amar as casinhas antigas entrecortadas pelo Rio Preto, que faz a divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A Vila de Visconde de Mauá, por ser a primeira vila criada, concentra boa parte dos serviços úteis ao visitante, como lojas e restaurantes. Além de abrigar o Centro Cultural da Região, onde são realizados eventos como exposições, feira do livro, feira de produtos orgânicos entre outros.

Bica Publica – Patrimonio Urbano.

As bicas públicas, tanto nas cidades maiores e capitais, como no Rio de Janeiro quanto nas pequenas vilas distritais e povoados, foi um avanço técnico importante e de grande significado, relacionados à captação e à distribuição de água potável, acessível à população. Substituíram as fontes e chafarizes, que atendiam ao consumo humano. As bicas públicas, de ferro fundido e metal, refletiam igualmente o domínio sobre os trabalhos de fundição, de utensílios e artefatos, e o século XIX, com distribuição de água e o domínio do ferro fundido, marcam a história urbana, referencialmente.

Nas áreas urbanas das cidades e em povoados do interior, as bicas d'água eram ponto de encontro e convívio social, não por acaso instaladas na proximidade e, preferencialmente, na frente da Igreja Matriz local.

O ferro fundido foi a tecnologia que marcou os espaços urbanos na virada do século XIX - postes de iluminação, bancos de praças, abastecimento d’água, colunas, golas de árvores, grades, paisagismos com modelos naturais e no padrão da cultura europeia, notadamente portuguesa, com presença nas ações de saneamento e higienistas, além das ações de embelezamento. No contexto das fundições, o Brasil produziu em larga escala, e, na diversidade desta produção, as bicas urbanas geralmente no estilo eclético. A Bica D'água de Visconde de Mauá foi fabricada pela Hime & Cia, a primeira fundição do país, fundada em 1885, e a data provável de implantação foi entre 1906 e 1912, na praça e na proximidade da Igreja São Sebastião, orago da Vila.

A importância da economia advinda da atividade turística e a comunidade fazem com que Visconde de Mauá procure buscar sua identidade que, presente na natureza e nas grandes paisagens da Serra da Mantiqueira, deveria se encontrar, igualmente, nos seus lugares urbanos e intermediários, até o cenário propriamente rural, harmoniosamente.

No caso da Igreja São Sebastião e entorno, a intenção é qualificar e manter, como cenário significativo, o lugar onde se localizam os aspectos remanescentes do núcleo colonial e arquiteturas das primeiras décadas do século XX. A intenção, embora de pequeno porte, é um passo na reconstrução da memória e no resgate da ambiência, fazendo parte do contexto de intervenções que permitirão preservar a identidade de Visconde de Mauá e sua região.